Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Cortiços

O mel de Peralcovo tinha fama nas redondezas pela sua elevada qualidade, devida sobretudo, à variedade da flora de que se alimentavam as abelhas.

O mel era usado pelos seus habitantes essencialmente como "remédio" (constipações, gripes), mas os "excedentes de produção" eram também comercializados, ainda que indirectamente (trocas, presentes).

As colmeias em Peralcovo eram abundantes, mesmo uando a aldeia já estava praticamente desabitada; recordo-me de muitas colmeias do José Casimiro de Campelo.

As colmeias mais recentes eram caixas de madeira, mas nos tempos mais antigos imperavam os "cortiços", que são colmeias exactamente feitas em cortiça.

Uma excelente descrição dos "cortiços" (particamente um tratado), incluindo fotos e esquemas, pode ser encontrada em http://montedomel.blogspot.pt/2009/01/cortios-de-cortia.html.

Publicamos uma foto e um diagrama extraídos desse blogue e algumas fotografias de cortiços que preservamos:
Local de colocação habitual de cortiços (apoios em lajes de xisto):

Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Incêndio em Penela

Sobre o incêndio de hoje, iniciado em S. João do Deserto, Espinhal:




Atualizada às 20:30418 bombeiros apoiados por 119 veículos combatem um incêndio em São João Deserto, Penela, sendo o que destaca mais meios dos vários que lavram ao início da noite.

As chamas, que deflagraram ao início da tarde em florestas do concelho de Penela, Coimbra, levaram já à evacuação de algumas pessoas.

De acordo com fonte dos bombeiros de Penela, citadas pela agência Lusa, vários habitantes de pelo menos quatro povoações de Penela foram retirados das suas casas pelas autoridades.

«Tirámos as pessoas por precaução, porque o fogo estava muito perto», disse à Agência Lusa José Carlos Reis, do serviço municipal de Proteção Civil de Penela.

O responsável adiantou que foram retirados habitantes das povoações de Casalinho, Porto da Vila, Carvalhais e Farelo.

De acordo com a fonte, 12 pessoas, na sua maioria idosos e acamados, foram transportados ao Centro de Saúde de Penela e serão acolhidos pela Misericórdia local. Os restantes, em número que não soube precisar, foram acolhidos por familiares. Um total de 58 idosos foram retirados por precaução de uma unidade de cuidados continuados de saúde situada em Serradas de Freixiosa, Penela, devido ao incêndio que lavra no concelho, disse fonte da proteção civil municipal.

«O fogo ficou longe [da unidade de saúde], mas as pessoas foram retiradas por precaução e correu tudo bem», afirmou à agência Lusa José Carlos Reis, do serviço municipal de Proteção Civil de Penela.

Os utentes foram retirados com o auxílio de diversas ambulâncias e encaminhados para o Centro de Saúde de Penela e para o pavilhão multiusos da vila, onde foi instalado um hospital avançado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), explicou.

Segundo os dados disponibilizados pela página Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o fogo, que eclodiu às 12:30 em São João do Deserto, mantém duas frentes ativas e está a ser combatido por 346 homens, auxiliados por 101 viaturas.

Segundo José Carlos Reis o incêndio mantém-se ativo e «praticamente incontrolável», evoluindo «por força do vento forte» numa zona de floresta com relevo muito acentuado, disse.

Segundo os dados disponibilizados pela página da Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) o fogo, que deflagrou às 12:30 em São João do Deserto, está a ser combatido por 418 homens, auxiliados por 119 viaturas.






Mais de 400 bombeiros combatem as chamas em São João Deserto, concelho de Penela, distrito de Coimbra. O incêndio deflagrou às 12.30 horas e tem neste momento duas frentes ativas, numa altura em que há 13 incêndios em curso em todo o País.

Segundo a últiam atualização do site da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), às 23 horas, o incêndio está a ser combatido por 449 operacionais, apoiados por 126 veículos.

Nesta altura há sete incêndios mais significativos no País (fogos com mais de duas horas ou mais de 10 veículos operacionais ou três ou mais meios aéreos pesados), sendo os outros em Vinhais, Castro de Aire, Alijó, São Pedro do Sul, Vieira do Minho e Barcelos.

No Lugar do Monte, em Barcelos, distrito de Braga, desde as 15.08 horas de terça-feira que lavra um incêndio em mato. No local estão 183 homens no combate às chamas 150 homens, estando a ser apoiados por 47 veículos operacionais.

A ANPC já registou esta quarta-feira, desde a meia-noite, um total de 321 incêndios.

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Eiras

As eiras tinham uma importante função produtiva na vida dos habitantes da aldeia. Era lá que secavam os cereais, que os tratavam e onde por vezes os armazenavam.

Mas tinham também uma função social e mesmo lúdica. Os trabalhos comunitários - a descamisada do milho, por exemplo -, eram uma oportunidade de contactarem entre si.

Uma excelente descrição das eiras, extraída do site da Câmara de Castanheira de Pera - http://www.cm-castanheiradepera.pt/etnografia.asp, que, por sua vez, a retirou da "Monografia do Concelho de Castanheira de Pera" da autoria de Kalidás Barreto:

"Eiras

Situando-se já fora da casa propriamente dita, mas com uma grande importância e de construção e localização propositadas, as eiras compunham-se em duas partes:
Uma casa abarracada para guardar os cereais e a parte do eirado em laje; onde se expunham ao sol os cereais e por isso a sua construção era em locais bem expostos ao sol.
Na altura das colheitas as pessoas passavam grande parte do tempo nas eiras, especialmente em Julho, finais de Agosto e Setembro, primeiro pela cultura do centeio e depois do milho, a mais importante.
Todas as pessoas se juntavam nas eiras para as descamisadas, isto é, tirar a folhagem ao milho.
De dia, o milho era transportado para a eira em "peceeiros", cesto grande sem asas, de transportar à cabeça ou às costas, ou em carros de bois.
De noite juntavam-se então para descamisar o milho e enquanto o faziam contavam histórias, cantavam e as crianças brincavam.
A lide continuava depois de feito este trabalho; era necessário por as espigas ao sol, para mais facilmente se separar o grão das espigas, malhando-se em seguida. Malhava-se com os moiais ou maiais, paus articulados que iam batendo no milho amontoado. Depois disto era necessário escasular o milho, tirar-lhe os grãos que não saiam com o pau do casulo, repetindo-se o ritual da escamisada.
O milho continuava por mais dois ou três dias na eira, até ficar com pouca humidade, finalmente tinham de o limpar ao vento, erguendo-o e depois procediam à sua medição com medidas de meio alqueire, medidas de madeira equivalente a sete litros.
Guardava-se em arcas quase sempre de carvalho, cuja capacidade aproximada era de um moio, 60 alqueires, 840 litros.
Passada a época das colheitas as eiras deixavam de ter animação, mas na parte da construção ficava guardada a palha e até frutas"



Peralcovo tem ainda os vestígios de algumas eiras, mas uma delas, perto da nossa casa, desperta-me especial atenção, recordo-me do meu pai e da minha avó dizerem que aí se realizavam muitos dos "bailes" da aldeia. Algumas fotos:


Os currais

Os currais eram pequenas construções de pedra para guardar os animais, em Peralcovo geralmente cabras.

Ao estado de abandono da povoação não escapam, naturalmente os currais, que vão ruindo com o passar dos tempos.

Algumas fotografias de currais , ou do que resta deles, de Peralcovo:


Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Espinhal - o Hotel Avis

Nas serranias do Espinhal, a caminho de Peralcovo pela EN347, exactamente na serra dos Penedos Gordos, erguiam-se até há muito pouco tempo as ruínas de um curioso edifício - uma recriação do lisboeta Hotel Aviz.

O Aviz foi o mais luxuoso hotel de Lisboa nas décadas de 30 e de 60, sendo tabém conhecido pelo seu hóspede mais famoso, o magnata arménio Calouste Gulbenkian, que viria a falecer num dos seus quartos em 1955. Situava-se no local se erguem onde hoje o Hotel Sheraton e o Centro Comercial Imaviz, nas Picoas.

O hotel foi encerrado em 1961 e demolido em 1962, ressurgindo, no início da década de 70, elementos da sua construção (cantarias, etc.) e parte do seu recheio na serra do Espinhal. Um médico de Coimbra, o Dr. José Bacalhau, adquiriu esses materiais e iniciou a construção de um "pastiche" do Hotel Aviz junto ao Espinhal.

O conjunto de edifícios, parte deles, ou mesmo apenas o seu projecto terão ainda sido objecto de cerimónias de inauguração no final dos anos 60, mas o falecimento do mentor veio a levar ao abandono desse projecto, facto ainda agravado pela completa vandalização e saque do edifício no ano de 1974.

Ao longo das últimas décadas existiriam ainda alguns "assomos" de projectos de recuperação dos edifícios, sendo os mesmos ocupados durante algum tempo pela Associação Le Patriarche que aí manteve um Centro destinado à recuperação de toxidependentes. Mas o abandono e o vandalismo continuaram a ser dominantes nas últimas décadas.

Finalmente, desde 2006, o complexo encontra-se na posse de uma associação sem fins lucrativos de Lisboa, que tem vindo a proceder à reabilitação dos edifícios com vista à instalação de um projecto na área da saúde; trata-se da Associação Portuguesa de Medicina Preventiva, e o projecto compreenderá "25 quartos, consultórios médicos, gabinetes de fisioterapia e hidroterapia, salas de conferências, restaurante vegetariano, piscina coberta para hidroginástica, ginásio e capela" (http://medicinapreventiva.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5&Itemid=6).




Fotografias de 2009, tiradas de S. João do Deserto:



Recorte de revista sobre o Hotel Aviz e o projecto do Dr. Bacalhau:



Outros textos sobre o assunto:


http://meioseculodeaprendizagens.blogspot.com/2011/12/o-novo-projeto-da-associacao-portuguesa.html
http://meioseculodeaprendizagens.blogspot.com/2010/05/as-obras-do-dr-bacalhau-na-serra-do.html
http://ruinarte.blogspot.com/2010/10/as-obras-do-dr-bacalhau-espinhal.html




Domingo, 14 de Agosto de 2011

Fotos de Peralcovo na Biblioteca de Figueiró



A Biblioteca Municipal de Figueiró dos Vinhos publicou há duas semanas no seu banco de imagens digitais (http://www.flickr.com/photos/bmfigueirodosvinhos/sets/72157627060028287/) oito fotografias de Peralcovo.

Com a devida vénia, aqui vão sete fotografias (de autores desconhecidos):





Procissão em Peralcovo - data desconhecida



Caçador em Peralcovo - 11-08-1934




Caçador em Peralcovo - 11-08-1934



Serradores em Peralcovo 13-08-1934

Procissão de N. Sra. da Boa Viagem - 1954

Procissão de N. Sra. da Boa Viagem - 1954

Peralcovo - 197-

Sábado, 11 de Junho de 2011

Castanheira de Pera - um castanheirense no Algueirão, Sintra

Publicamos agora alguns elementos sobre um castanheirense que imigrou para os arredores de Lisboa e aí se afirmou como um "homem bom", exemplo dos povos desta região. Estes elementos são baseados numa notícia antiga do jornal "O Castanheirense" (de 2004),


Figuras do Algueirão - Joaquim Rodrigues



Uma das figuras proeminentes do Algueirão contemporâneo foi sem dúvida Joaquim Rodrigues(N. Fontão, Castanheira de Pera, 14.Mai.1913-F. Algueirão, 24.Fev.1986).

Homem bom, solidário, dado à comunidade muito mais que ao seu bem-estar pessoal, desempenhou, entre muitas outras missões, o papel de "regedor" da freguesia.

Socorremo-nos de um artigo publicado no jornal da sua terra - Castanheira de Pera -, "O Castanheirense" n.º 1765, de 30-09-2004, para traçar o retrato de "Uma vida a favor da comunidade":


Joaquim Rodrigues:
Uma vida de trabalho a favor da comunidade
Sabia que no concelho de Sintra, em Algueirão-Velho, existe um largo a que a toponímia sintrense atribuiu o nome de um castanheirense? E que nesse largo, a população ergueu um busto em memória deste nosso conterrâneo?
Leia uma história, que para além de nos encher de orgulho, como castanheirenses, é um exemplo de humanidade e dedicação ao próximo. Desinteressadamente, apenas pela sua enorme necessidade de ser solidário.
A sua maior dádiva à Sociedade não foi em espécies ou dinheiro, embora tivesse despendido algum, mas sim em disponibilidade e trabalho em prol da comunidade, sendo por estes predicados que ficará para sempre ligado à história desta localidade sintrense.

Nasceu no Fontão, em 14 de Maio de 1913. Como tantos castanheirenses de então, as opções de futuro na terra natal eram poucas: indústria de lanifícios ou lavoura. Ambas tinham horizontes de pobreza. Cedo os seus pais ponderaram em o mandar para a zona de Sintra, para o tio Joaquim, que ali tinha um pequeno comércio.
E com apenas 8 anos e meio, o nosso Joaquim chegou à Várzea de Sintra, trazendo calçados os tamancos, cuja chapa amarela tinha areado durante as longas horas de viagem, até brilhar como ouro!
Ainda menino, aos 10 anos, emprega-se na firma José Lopes Miranda, em Algueirão Velho, tendo como patrões Crispim e Artur Lopes Miranda, e nesta casa comercial fica até morrer, durante 63 anos. Durante estas mais de seis décadas, nunca gozou férias, e as únicas folgas que teve era para se deslocar à terra (Fontão, Castanheira de Pera), por ocasião de algum casamento, baptizado ou funeral de familiares.
Foi casado com Maria das Dores Gomes Rodrigues, tendo da união do casal nascido dois filhos, Maria Estefânia e José António.
O seu espírito solidário leva-o, desde que a idade o permitiu, a colaborar activamente em instituições onde pudesse ser útil. Teve como parceira prioritária a Sociedade Recreativa e Desportiva do Algueirão, onde foi tesoureiro durante 40 anos, mas também as Casas do Povo da região, onde era feita a assistência médica à população, chegando a ser responsável, simultaneamente, pelas Casa do Povo de S. Pedro de Penaferrim (S. Pedro de Sintra), e de Santa Maria e São Miguel de Sintra. Fez também parte da Junta de Freguesia de Algueirão. Em nenhuma destas instituições ocupou lugares de presidência ou remunerados, e todo o seu trabalho era desenvolvido em horário pós laboral: depois de longos dias de trabalho, e aos domingos.
Mas foi na Sociedade Recreativa e Desportiva do Algueirão que a sua actividade mais se fez notar. Apaixonado pela música, fundou e impulsionou grupos musicais e corais, sendo ainda fundador do Rancho Folclórico As Mondadeiras do Algueirão. Foi também por sua iniciativa que foi elaborado o hino S.D.R.A., composto pelo músico e seu amigo, Azor.


Joaquim Rodrigues segurando, com o meu pai,
a bandeira dos Recreios Desportivos do Algueirão


Muitos trabalhadores, na sua maioria vindos do Alentejo, que soubessem tocar um instrumento, arranjavam emprego por seu intermédio, oferecendo-lhes por vezes e quando as distâncias assim o impunham, uma bicicleta. Também alguns castanheirenses que procuraram aquelas paragens para se radicarem, tiveram em Joaquim Rodrigues o amigo que abriu portas para que encontrassem uma situação estável.
Ainda na S.R.D.A. instituiu a sopa dos pobres, que durante anos serviu 15 refeições por dia.
Mas a sua obra maior foi o Centro de Assistência Médica, que ainda funciona em anexo à associação. Corriam os anos sessenta, e Joaquim Rodrigues apercebia-se que uma das graves lacunas da terra onde morava era a deficiente assistência médica prestada às populações. Esta advinha principalmente da falta de instalações capazes para o efeito. Idealizou então construir uma casa capaz de albergar um consultório médico onde a população pudesse ser atendida. Com a colaboração da instituição e da população do Algueirão, com um dia de trabalho de um, um saco de cimento ou um punhado de tijolos e telhas de outro, e principalmente com muito trabalho seu e de seu filho, José António, a obra passou de sonho a realidade.
Contratado um médico o Dr. Molarinho, por 2.500$00 mensais, o Centro passou a atender gratuitamente, toda a gente que ali se deslocasse, duas vezes por semana. Ainda nos dias de hoje, o Dr. Molarinho, actualmente reformado, continua a prestar serviço, agora voluntário e gratuito, no Centro, que entretanto mudou o nome para Centro de Assistência Social do Algueirão. Ainda lhe sobrou tempo para promover a construção do chafariz e lavadouros públicos da localidade.
Como homem intimamente ligado à comunidade, era com frequência solicitado para colaborar com a Comunicação Social, tendo sido correspondente do Diário de Notícias, O Século, Diário Ilustrado, e também do nosso jornal, O Castanheirense.
Na memória de quem o conheceu fica, para além da imagem de homem empreendedor, a de homem disponível. Para todas as situações em que pudesse ser útil. Desde a organização da procissão da Nossa Senhora das Mercês, de que era titular do bastão, que recebeu após a morte do antigo titular, o seu patrão Crispim Lopes Miranda, ou das Festas de São José, até à disponibilidade de ir a Sintra ou a Lisboa tratar de algum assunto de um vizinho, conhecido, ou apenas de alguém que lho solicitou, sabendo que Joaquim Rodrigues estava sempre disposto a ajudar.
A sua morte, em 24 de Fevereiro de 1986, causou grande consternação no concelho de Sintra, e no Algueirão em particular. O seu funeral, que encheu a Igreja, seguiu a pé para o Cemitério.
Três anos mais tarde, por deliberação camarária de 8 de Março de 1989, o Município de Sintra distinguia-o com a Medalha de Mérito Municipal – Grau 1- Ouro, cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho de Sintra, em 17 de Junho do mesmo ano.


Notícia do falecimento de Joaquim Rodrigues ("Jornal de Sintra")




No dia 1 de Dezembro do ano passado, o povo do Algueirão-Velho prestava-lhe uma justa homenagem, inaugurando o monumento erguido em sua homenagem, no largo que tem o seu nome, e onde fica a associação a que dedicou grande parte da sua vida.

António Carreira




Busto e Largo Joaquim Rodrigues


Agradecimento:
O Castanheirense agradece a José António Rodrigues, filho de Joaquim Rodrigues, as informações e as imagens que tornaram possível este artigo, bem como a Aldemiro Simões, que nos alertou para a premência de lhe ser prestada esta homenagem.




Notícia no jornal "Boletim 921" n.º 7. Ago.1984



Notas: a colectividade referida como "Sociedade Recreativa e Desportiva do Algueirão" trata-se dos RDA - Recreios Desportivos do Algueirão. As fotografias e outras imagens apresentadas neste post são da autoria do nosso blogue.